Campanha da Fraternidade – 2018

Buscando superar a violência!

A Campanha da Fraternidade 2018, seguindo na linha de campanhas anteriores, traz consigo uma reflexão muito atual ligada a uma problemática social que suscita um olhar diferenciado de todo cidadão, e mais ainda dos cristãos, enquanto seguidores de Jesus.

Com o tema “Fraternidade e Superação da Violência” e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), a CF 18 tem por objetivo geral “construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. A proposta vai muito além de conhecer e discutir o espiral de violência no qual a sociedade brasileira encontra-se envolvida, mas buscar caminhos de superação da violência, pois o sonho de Deus é que tenhamos vida e vida em plenitude (Jo 10,10).

O plano originário do Criador remete-nos a uma harmonia nas relações vitais do ser humano, seja consigo mesmo, com o outro, com a natureza e com Deus. Ele nos cria “à sua imagem e semelhança” (Gn1, 26) e se regozija com sua obra-prima exclamando que “tudo era muito bom” (Gn 1,31). Mas, o ser humano, movido por impulsos contrários à ordem da criação, não mais se comprometendo pelo zelo do amor em suas relações, começa a rompê-las (Gn 4,9), não se percebendo mais irmão.

A campanha deste ano quer alertar-nos que, antes da violência, vem o amor, a bondade e o cuidado como marcas do Deus-Criador em nós. Portanto, é possível sim superar a violência avassaladora de nossos tempos recuperando as nossas origens, assumindo como referencial maior a pessoa de Jesus, com suas palavras e gestos de vida para todos.

O Papa Francisco, na mensagem do jubileu do dia mundial da paz, celebrado em 2017, nos diz assim: “desejo deter-me na não violência como estilo duma política de paz e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo característico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.”

A “não violência” (A-Himsa), enquanto renúncia a toda intenção de morte ou dano causado pela violência, deve ser um princípio ativo a tecer as nossas relações em vista de sobrepujar maneiras de pensar e de agir suscitadas em nós fruto da não correspondência com o amor.

Deus, que nos criou por amor e para o amor, não quer que vivamos como adversários, mas como irmãos e irmãs. Assim, devemos nos empenhar para criar a cultura da fraternidade, contrapondo-se à cultura da morte impulsionada pela violência que divide e destrói as relações. Para tanto, a violência não pode ser tratada com indiferença dizendo que “não é conosco”, pois ela afeta a todos nós e a resposta para superá-la deve implicar a todos indistintamente.

Que, neste Ano Nacional do Laicato no qual a Igreja nos relembra que somos chamados a ser “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13s), assumamos o compromisso de superar a violência com propostas concretas que reforcem e testemunhem que somos todos irmãos e irmãs em Cristo.

Pe. Arilson de Oliveira

Comunidade Nossa Senhora das Graças
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